Qual é o volume de negócios atual do setor de farinhas, e qual é a posição da América Latina nesse mercado?
O mercado mundial de farinhas atingiu cerca de 213.700 milhões de dólares em 2024, com projeções que apontam para um valor entre 259.850 milhões e 299.580 milhões de dólares por volta de 2032-2033. Somente o segmento comercial e industrial (que abastece padarias, fábricas de rações e a indústria alimentícia em geral) representou US$ 52.900 milhões em 2024 e deve chegar a US$ 74.800 milhões em 2034.
A Argentina moí principalmente trigo, com a farinha Tipo 000 representando cerca de 68,7% da produção mensal. O México construiu sua indústria em torno do milho nixtamalizado. O Brasil, com 19,1 milhões de toneladas de mandioca em 2024, possui seu próprio polo de produção de farinha no norte e nordeste do país. Três cereais, três lógicas de negócio distintas e um mesmo desafio em comum: modernizar a forma como os moinhos gerenciam sua produção.
Os grandes moinhos já saíram na frente
Nos moinhos que já investiram em tecnologia, os resultados aparecem na balança. Os principais fornecedores de equipamentos para a indústria (empresas que concentram boa parte da moagem de trigo em nível mundial e que investem fortemente em pesquisa e desenvolvimento) relatam modernizações nas quais vários sistemas de produção são unificados em um único ponto de controle, com economias muito significativas no tempo de instalação. Em testes recentes de monitoramento contínuo de fábricas, foram registradas reduções de até 30% nas paradas não programadas. E há casos de ajustes automáticos no processo que diminuem o consumo de energia em até 8% e reduzem a quebra do produto em 12%.
O Brasil tem o caso que melhor resume até onde pode chegar um moinho que aposta fortemente na tecnologia: uma fábrica no sul do país, com décadas de parceria com um fornecedor internacional de tecnologia, produz internamente cerca de 92% das farinhas de que necessita. Esse é o parâmetro pelo qual se mede qualquer grande moinho da região que queira modernizar sua moagem de trigo ou milho.
Mas esse nível de digitalização não é comum no setor. Um estudo de 2024 publicado pela Multidisciplinary Latin American Journal, “Transformação digital das PMEs na América Latina: barreiras, oportunidades e estratégias para a competitividade”, comparou onze países da região e constatou que mais de 70% das PMEs agroindustriais ainda operam com muito pouca tecnologia incorporada. E aqui há um dado que vale a pena ter em mente se você administra um moinho ou uma cooperativa: de acordo com o relatório do BID Invest “Transformação Digital dos Agronegócios na América Latina e no Caribe”, o que mais freia a digitalização não é o custo dos equipamentos, mas a falta de pessoal qualificado e de uma cultura de trabalho que incorpore o digital como algo natural. A isso se soma a resistência à mudança por parte de produtores com anos de experiência e uma economia regional que nem sempre dá margem para investimentos.
Chile, Uruguai e Colômbia lideram as estratégias de transformação digital para o setor agrícola.
O que tudo isso significa para quem terá de tomar decisões em 2026
O mercado de agritech da região, segundo o IMARC Group (“Mercado de Agritech da América Latina 2033”), passou de US$ 2.200 milhões em 2024 para uma projeção de US$ 10.400 milhões em 2033. Esse crescimento não se distribui uniformemente pelo mapa: ele se concentra em áreas específicas. O cinturão do trigo argentino (Santa Fé, Córdoba, Buenos Aires) reúne os principais moinhos de farinha do país. O eixo da mandioca do Pará e do Paraná, no Brasil, concentra cerca de 40% da produção nacional, com uma lógica mais familiar no norte e mais industrializada no sul.
Para quem está prestes a tomar uma decisão tecnológica em 2026, a questão não é escolher entre o que há de mais moderno em automação ou uma gestão de campo simples, mas entender o que é necessário de acordo com o tamanho de sua operação. Os grandes grupos verticalmente integrados da região já trabalham com fornecedores de tecnologia consolidados mundialmente. A oportunidade mais negligenciada está no meio: moinhos de médio porte e cooperativas que já demonstram vontade de se modernizar, mas ainda não integraram um sistema adequado, e que precisam comprovar a rastreabilidade para fins de exportação sem ter que reproduzir a complexidade de uma planta de ponta.
A Agrobit nesse cenário
Tudo isso descreve um setor com duas velocidades: por um lado, grandes moinhos que já resolveram sua digitalização com fornecedores de tecnologia consolidados; por outro, um universo muito mais amplo de moinhos de médio porte e cooperativas que desejam avançar, mas ainda não deram esse passo, muitas vezes porque a tecnologia disponível exige uma complexidade desnecessária nesta etapa.
É aí que a Agrobit pode ajudar. Como plataforma de gestão agroindustrial com integração SAP, um módulo de sustentabilidade e um aplicativo de campo “offline-first” projetado para funcionar mesmo onde a conectividade não é estável, a Agrobit oferece um caminho de digitalização que não obriga um moinho de médio porte a replicar a infraestrutura de uma fábrica de ponta para começar a organizar seus dados.
Isso se traduz em duas frentes concretas. Para as moagens e cooperativas que exportam ou planejam exportar para mercados exigentes, o módulo de sustentabilidade e ESG da Agrobit permite documentar a rastreabilidade de forma sistemática, algo que será cada vez mais determinante diante das exigências de rastreabilidade. E para os produtores primários de trigo, milho ou mandioca que abastecem esses moinhos, facilita o registro de informações de campo sem depender de uma conexão permanente, o que começa a construir o banco de dados de que a indústria precisará posteriormente para certificar os processos.
Em um setor onde, segundo o BID Invest, CEPAL e a McKinsey & Company, a principal limitação é o acompanhamento — e não a tecnologia, como se pensava —, a Agrobit se posiciona menos como um fornecedor de software e mais como um aliado que ajuda a implementar essa mudança, com uma ferramenta que se adapta ao porte de cada moinho, cooperativa ou produtor.
Descubra como a Agrobit se adapta à escala e às operações da sua empresa. Agende uma demonstração personalizada.
21/07/2026 09:28:42
Comments